<link href="../../estilo.css" rel="stylesheet" type="text/css"> <table cellpadding="0" cellspacing="0" bgcolor="#FFFFFF" style="width:100%; height:100%"> <tr><td valign="top" class="padraopreto"><span class="padraopreto"><strong>Um Ser Humano de Verdade</strong></span><br> <p>Uma das coisas mais maravilhosas da Torá, onde podemos ver toda sua sabedoria, é quando ela nos ensina sobre o psicológico do ser humano. Suas mensagens são tão profundas que muitas vezes demoramos para conseguir entender e sentir a veracidade de seus ensinamentos.<br> Nesta semana lemos sobre as leis dos juízes. Há várias leis lógicas que eles devem cumprir para que consigam julgar o mais justo e objetivo possível. Dentre elas está a proibição de não pegar suborno, pois está escrito  que o suborno cega os olhos dos sábios e estraga as palavras dos justos . <br> O Rashi, o mais famoso dos comentaristas da Torá, acrescenta ainda mais uma informação sobre essa passagem: não só que não devemos aceitar o suborno para julgar de forma injusta, mas também não podemos aceitá-lo nem para julgar de forma correta!<br> Antigamente os juízes, muitas vezes, não recebiam salário para serem-no. Eles tinham sua própria profissão e, por terem um conhecimento muito grande sobre as leis da Torá, acabavam por serem aceitos pelo povo para que julgassem-nos. Poderia acontecer de um grande magnata, percebendo que o juiz teria um grande trabalho para julgar o seu caso, viesse a querer ajudá-lo economicamente para que ele pudesse prestar mais atenção ao caso, sem<br> que precisasse se preocupar com a situação financeira de sua casa.<br> Esta pessoa rica poderia simplesmente falar para o juiz:  Óbvio que desejo que o senhor julgue verdadeiramente, não me importo de perder o caso, mas quero ajudá-lo para que consiga se sustentar sem preocupação até que tudo acabe .<br> Mesmo assim a Torá nos diz que o juiz não deve aceitar este presente, pois ele pode cegar seus olhos e desviá-los da verdade. E a grande pergunta é: qual o problema de receber um presente desses se o homem rico nem está pedindo para ele julgar a seu favor?!<br> A resposta é que uma das principais virtudes do ser humano é reconhecer o bem que é feito com ele. O livro Chovot Halevavot diz que essa é uma das bases do cumprimento das mitzvot, pois, se o ser humano reconhece a bondade divina em tê-lo criado e sustentado, com certeza irá dar o melhor de si para cumprir as mitzvot como reconhecimento do enorme bem que D-us lhe fez. Por isso, um juiz que recebe dinheiro de alguém e consegue julgá-lo imparcialmente, sem ser tendencioso, não está tendo uma das principais virtudes que lhe é<br> exigida, o reconhecimento da bondade! Ou seja, a Torá por um lado quer o juiz seja uma pessoa com as melhores virtudes possíveis e, por isso mesmo, lhe impede de receber suborno para julgar a verdade, pois, se ele conseguir fazer isso, não está sequer sendo um bom ser humano.</p> <p>Shabat Shalom,</p> David Bemerguy <p><a href="Javascript:window.close();" class="linkpreto"><img src="../../imagens/seta.gif" border="0">&nbsp;&nbsp;Fechar</a></p></td> </tr> </table>